23 julho 2006

O FIM NUNCA EXISTE


Se se pudesse um dia descrever a força e o tamanho daquele amor, nem todas as palavras cantadas do mundo seriam suficientes. Nem todos os versos, nem toda a mentira suportaria a grandeza de tão irrecusável verdade.
Um Amor, uma fortaleza, um mar imenso de coisas nunca ditas com tanta vontade, nem com nenhuma. Assim escrevo a história de um passado que ainda é presente, e que será futuro conforme os deuses (que, "quando brincam, é para magoar") quiserem. Já não tenho razão, nem discernimento, apesar de ter a força que um dia me deram no corpo que era a outra metade do meu.
Já nada é justo. Não é justo amar, nem falar verdade a mentir, nem mentir a falar verdade. Não é justo o Inverno do nosso (des)contentamento, não é justo este sol lá fora a ser partilhado com a Lua mais obscura que caiu sobre o mundo neste fim de tarde que já são tantos fins de tarde, e manhãs com despertar, e noites que não querem enfrentar o dia que vem depois.
Não desisti. Mas o meu corpo já se perdeu, e o que resta do pensamento é a melancolia triste de uma orgia de sentimentos que o tempo não escondeu, mas sujou. Como? Como? Como?
Inscrevo as perguntas nas lágrimas que me correm pela cara em catadupa, de cada vez que olho o mar e percebo que nele era suposto estar a tua cara, o teu sorriso, o teu brilho lindo nos olhos. Não duvido que sempre me tivesses dito a verdade sobre mim e ti, mas será que ma disseste apenas sobre ti? Será que a tua maior beleza aos meus olhos é a lama com que agora esfrego as mãos para não te perder?
Eu já não sou eu, neste labirinto sórdido de amantes trocados. Tudo se confunde, excepto a esperança de que, um dia e sempre, sejamos vivos um no outro. Transparentes

2 comentários:

Anónimo disse...

AMEI!!!!!!!!!!!!!!!!ELEVA O ESPIRITO A MAIS PROFUNDA FELICIDADE!!!!!!!!!!!!!TUA FOFA,GLORIA!

Anónimo disse...

QUANDO O AMOR FALA,A VOZ DE TODOS OS DEUSES,FAZ O PARAISO ADORMECER EM HARMONIA!!!!!!!!!!!!!!!!